domingo, abril 01, 2007

30 ANOS APÓS O ASSASSINATO DO, PADRE MAX


Caso Padre Max: tribunais de "negligência e incompetência"

O padre Max foi assassinado na região de Vila Real a 2 de Abril de 1976, com a explosão de uma bomba colocada no seu carro, que matou também a estudante Maria de Lurdes, a quem o clérigo tinha dado boleia. O padre Maximiano, mais conhecido como padre Max, foi candidato pela UDP à Assembleia Constituinte e, encontrava-se em Vila Real a promover um trabalho de apoio ao desenvolvimento das comunidades locais.
O caso foi julgado duas vezes, uma em 1997 e outra dois anos depois, nunca tendo havido uma condenação, apesar do tribunal ter pela primeira vez atribuído um homicídio ao MDLP, movimento armado de Direita dos tempos do Processo Revolucionário em Curso (PREC), que marcou os anos seguintes ao 25 de Abril de 1974 e que, tinha como chefe o General, Spínola. Mário Brochado Coelho, o advogado que durante mais de 20 anos lutou para que, o caso fosse a tribunal e os responsáveis condenados. O processo contou com cinco arguidos, nenhum dos quais foi condenado. "O tribunal achou que eles tinham feito alguma coisa, mas não conseguiu reunir provas concretas de que o fizeram. " Mataram, premeditadamente, o padre Max, mesmo sabendo que ele levava no carro uma jovem - o que é típico da extrema-direita portuguesa, do absolutismo até hoje".
Maximino Barbosa de Sousa (conhecido por Padre Max) tinha 32 anos. Maria de Lurdes Pereira 19. O primeiro era padre, professor do liceu e candidato independente a deputado nas listas da União Democrática Popular (UDP). A segunda uma aluna e apoiante do candidato. No dia 2 de Abril de 1976, o carro em que ambos viajavam – da localidade de Cumieira para Vila Real – foi alvo de um ataque bombista, matando-os. O processo judicial começou no ano seguinte, mas foi arquivado por falta de provas. Em 1989 a Relação do Porto reabriu-o, mas voltou a ser arquivado em 1995. Em 1996 a Relação volta a pegar no caso e pronuncia quatro arguidos, alegados membros do MDLP (Movimento Democrático de Libertação de Portugal). O julgamento termina em Março de 1997, com a absolvição dos arguidos. Em Maio, o Supremo Tribunal de Justiça acabou por anular o acórdão. Novo julgamento a 21 de Janeiro de 1999, para acabar em 22 de Fevereiro com a absolvição dos quatro arguidos. O padre que foi candidato da UDP, para “fazer chegar a sua voz aos mais humildes” aguarda Justiça na campa 1240 do cemitério de Santa Iria, em Vila Real.
Concluindo:
Maximiano Barbosa de Sousa, conhecido como padre Max, 32 anos, e a estudante Maria de Lurdes Pereira, 19 anos, morreram a 2 de Abril de 1976 quando o carro em que seguiam foi alvo de um ataque bombista, entre a Cumieira e Vila Real, atribuído a uma rede de extrema-direita designada por MDLP.
O padre e professor do ensino secundário era candidato independente a deputado nas listas da UDP, agora integrada no BE, e a aluna era apoiante da sua candidatura.
O processo judicial relativo ao assassinato do padre Max conheceu inúmeros avanços e recuos e um total de quatro julgamentos, em 1977, 1989, 1996 e 199 9, mas ninguém foi condenado.
A saga da "justiça"...

10 Comments:

Blogger deixas_em_mim said...

OLHO NÚ,o Padre Max foi vítima de um barbaríssimo atentado terrorista e seus autores estão impunes devido,não só à justiça,como, à imparcialidade do aparelho policial-judiciário.

Mas,há uma coisa que convém não esquecer de referir...Padre Max foi assassinado,e, a igreja católica nada fez para pedir o julgamento dos seus assassinos.
Deviam estar à espera da justiça divina...

Mais uma vez,um bem haja a si

11:49 da tarde  
Blogger Arauto da Ria said...

Olho Nu,
Obrigado pelo apoio.
Embora não quisesse introduzir carga politica na história da minha vida com o Padre Max, sei bem tudo o descrito neste post,o meu reconhecimento á UDP, pois foi a força politica que mais fez por ele após a sua morte.
Já tenho poucas esperanças de ver os seus assassinos desmascarados e punidos e só tenho pena de ele não estar vivo, pois hoje estariamos mais unidos na luta politica.
Até sempre.

11:01 da tarde  
Blogger Pedro Link said...

Caro Afonso.

Parabens pelo blogue, passarei por aqui mais vezes, quanto ao padre Max passe pelo cantinho do Arauto e veja o meu comentário.

Abraço

8:17 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Ele continua na memoria de todos que o ouviram.

11:44 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Os assassinos do Padre Max não foram condenados por falta de provas e a Igreja Católica, onde pontificava essa figura sinistra, o Monsenhor+Cónego Melo, da Diocese de Braga, já falecido... se tivesse que prestar contas... onde seria o seu lugar?... nas profundezas do INFERNO! Mas como diz o POVO: «MORRE O BICHO, MORRE A PEÇONHA». António Carvalho

12:24 da manhã  
Anonymous jose lopes said...

no dia 2 de Abril participei na evocação ao Padre Max realizada pela Associação Politica - UDP e pelo BE em Vila Real e o interessante testemunho do camarada Jorge Afonso no "Olho Nu" sobre então os 30 anos após o assassinato do, Padre Max" pode ser subscrito na integra, nos 35 anos agora assinalados por quem lá reafirmou "P. Max não te esqueceremos".

3:01 da tarde  
Anonymous BARRAGON said...

O PADRE MAX FOI ASSASSINADO,PELOS PEÇONHENTOS FASCISTAS SALAZARISTAS DO MDLP,DO ALPOIM GALVÃO,UM FASCISTA FACINORA DA PIOR ESPECIE,QUE JÁ ESTA A FAZER TIJOLO,E QUE A TERRA LHE PESE TONELADAS EM CIMA DO CAIXÃO PORCO FASCISTA,NOJENTO,CHINFRUDO E CORNUDO.
E PRECISO FAZER OUTRO 25 DE ABRIL,MAS COM MUITO SANGUE ,SUOR E LAGRIMAS.
E NÃO PERDOAR AOS TRAIDORES,DEPOIS DO 25 DE ABRIL,QUE SÃO MUITOS E DE DIVERSOS PARTIDOS.
FALSOS DEMOCRATAS DE MERDA,QUE TEM DESGRAÇADO O MEU POVO E O MEU PAÍS.
FALSOS SOCIALISTAS E SOCIAIS DEMOCRATAS,QUE SÓ MERECEM A FORCA.
MARIO SOARES,GUTERRES,SOCRATES,SANTANA LOPES,PORTAS,MANUELA AZEDA O LEITE,E OUTROS PORCOS NOJENTOS E PEÇONHENTOS.

7:57 da tarde  
Anonymous BARRAGON said...

QUE A TERRA PESE TONELADAS A ESSE NOJENTO E PEÇONHENTO DESSE CONEGO MELO,REACIONARUIO DA PIOR ESPECIE,PORCO FASCISTA,QUE NÃO PAGOU OS CRIMES QUE COMETEU,EM NOME DA IGREJA DE MERDA E DA TRETA,QUE CAMPEIA POR ESTE PAÍS,DE ANALFABRUTOS,IGNORANTES E HIPOCRITAS.

8:02 da tarde  
Anonymous BARRAGON said...

A MERDA DA IGREJA CATOLICA,PROTEGEU SEMPRE OS CACIQUES E SENHORES DAS TERRAS E PROPRIEDADES,E ESCONDEU SEMPRE TODOS OS CRIMES COMETIDOS POR SI.
NEM UM PADRE,COMO O PADRE MAX,DEFENDERAM CONTRA O PODER REACIONARIO,DOS PADRES E CACIQUES DO NORTE DE PORTUGAL.

8:06 da tarde  
Blogger Cascão Simões said...

Padre Max, Grande Homem , um verdadeiro Padre. Homens como o Padre Max fazem falta no mundo de hoje.

7:57 da tarde  

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