Domingo, Outubro 25, 2009

SCUTs E PORTAGENS BEM REAIS

Muito se tem dito e pouco esclarecido sobre a questão das SCUTs, portagens virtuais, auto-estradas, estradas alternativas e, ainda, a nova “treta” do utilizador pagador.
O que é uma SCUT e como se constrói?
É uma questão em que os próprios dirigentes do PS, impulsionadores do projecto, dão bem mal conta de si, não sabendo defender um sistema de rede viária que é um bom meio de desenvolvimento regional. De facto, a força das contradições neste partido da esfera do poder é tal que, o próprio José Sócrates não sabe o que dizer sobre a aplicação de portagens nestas estradas.
Uma estrada com perfil de auto-estrada (scut) é construída por um consórcio de empresas vencedor de um concurso feito pelo Estado. Este consórcio constrói a dita estrada e o Estado não investe um cêntimo! Naturalmente, a empresa que tem a concessão da referida estrada, recebe uma quantia, paga pelo Estado, por cada viatura que lá passa… tal como a BRISA recebe pelas portagens dos camionistas e automobilistas que atravessam as estradas da sua concessão. Ora, se o Estado paga por nós, e somos muitos, é uma despesa que tem de suportar e não é pequena, é fácil incutir nos utilizadores a ideia de terem de pagar… o chamado princípio do utilizador pagador, encontra aqui pernas para andar. Mas, aquilo que é honesto dizer é que, cada um de nós, quando compra um litro de combustível, paga para as SCUT cerca de 6 cêntimos e que, quando compra um carro novo, o brutal IA é, também para suportar as referidas estradas!
Assim foi criado um imposto no combustível e na aquisição de viaturas novas para auto sustentar a construção e manutenção das estradas alternativas ás super lotadas estradas nacionais e auto estradas da poderosa BRISA. Digam-me, se souberem, qual a alternativa, daqui (Aveiro) para o Porto, à auto-estrada da BRISA?... A estrada nacional 109 não o é com toda a certeza por passar por dentro de povoações, Vilas e até cidades, sendo por isso, perigosa para o tráfego de pesados e não oferecer boas condições de fluidez para o intenso tráfego de automóveis. O princípio do utilizador pagador é, uma autêntica vigarice e uma fórmula de extorquir dinheiro aos condutores, inventado pela parceria política do PSD/PP. Por este princípio, têm sido introduzidas taxas nos vários serviços públicos porque, os agiotas da nossa praça acham que, “quem utiliza deve pagar”… ora, quantos de nós pagam e não utilizam, felizmente, por exemplo, os serviços de saúde, o sistema de desemprego, de pensões, etc? Um sistema público é para ser solidário que é criado e não para ser sobre taxado com ideias de pagar quando se utiliza.
O automobilista é uma espécie de galinha de ovos de ouro para os políticos merceeiros que nos governam, à custa daquilo que nos conseguem subtrair, senão vejamos: compra-se um novo carro e paga-se, de imediato o brutal IA ( para as SCUT). A seguir é necessário pagar o Seguro…depois o selo de circulação para a manutenção da rede viária (o selo é uma portagem). Como já disse, em cada litro de combustível pagamos cerca de 6 cêntimos para as SCUT. Pagamos, também, as cada vez mais caras portagens das auto-estradas, as reparações oficinais e as inspecções periódicas, para não falar dos custos da carta de condução e nas multas que, episodicamente, o deficiente sistema de fiscalização do trânsito nos vai aplicando…tudo com taxa de IVA de 21%!!!
A propósito das inspecções periódicas das viaturas cabe, e bem, aqui dizer que, vai sendo tempo de, se aos condutores é exigido viaturas em segurança, aos proprietários das ruas e estradas, Câmaras municipais e IEP, ser igualmente exigido terem as ruas nas devidas condições de segurança e, até serem multados quando assim não for… ou a lei é só para uns e não para outros?
Ide, por essa União Europeia fora e, logo aqui ao lado, em Espanha, vereis as Autovias (scuts) que não se pagam… os espanhóis já estão perto dos 10.000 km de scuts e, nós, sempre bem atrás de quem quer que seja, qualquer dia estamos nos 600 km!
Cá por mim, troco os novos estádios de futebol e outras obras megalómanas por, estradas boas e seguras pagas com os impostos que me impõem!



Jorge Afonso

Sexta-feira, Outubro 02, 2009

CARTA AO ZECA (ZÉ MÁRIO BRANCO)

Quinta-feira, Setembro 17, 2009

BLOCO DE ESQUERDA - CACIA

http://besquerdacacia.blogspot.com/

SE O MUNDO FOSSE AO CONTRÁRIO...

Sexta-feira, Agosto 14, 2009

É NO BRASIL... PODE, EXACTAMENTE, SER EM PORTUGAL

É PARA AGORA E, JÁ!!!

Segunda-feira, Agosto 03, 2009

MENTIR É COMPLICADO...

Domingo, Julho 26, 2009

EXEMPLO DE COMO A CULTURA PODE E DEVE, SER POPULAR

Sexta-feira, Julho 03, 2009

AS NOVAS TECNOLOGIAS E OPORTUNIDADES DE MANUEL PINHO



Este gesto deve ter algo (a meu ver) relacionado com novas tecnologias e, por isso, novas oportunidades.
Esperamos (e pagamos) para ver José Sócrates, a promover mais um produto do seu Governo, como fez com o "magalhães"...

POLÍTICA À PORTUGUESA, VERSUS BLOCO CENTRAL

Esta noite sonhei com o Mário Lino - por Miguel de Sousa Tavares

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:

- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.

- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.

- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.

- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?

- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.

- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...

Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:

- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?

- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?

- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.

- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...

- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!

- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.

- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km .

Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.

- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.

- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.

Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.

- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!

- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.

- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...

- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.

Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:

- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.

- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?

- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.

Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:

- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.

Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:

- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

Domingo, Junho 21, 2009

CARLOS CANDAL



Ao Carlos Candal, deixo a simples homenagem das memórias grandes que lhe reconheci... antifascista, lutador pela liberdade e, a sua nata frontalidade!
Com ele - como com outros - ombreei em reuniões clandestinas, e nos Congressos da Oposição Democrática, em Aveiro. Tudo isto antes da revolução dos cravos...
Era, eu, então um jovem que via nestes homens lutadores as referências de todas as lutas pela Liberdade em Portugal!
Volvidas algumas décadas, voltámos ao "encontro político", desta vez como deputados municipais. Continuei a admirar-lhe a frontalidade, independentemente das diferenças
políticas.
Recolhi humilde e reconhecidamente, da sua parte, alguns elogios que, em plena Assembleia Municipal entendeu fazer-me pois, nunca os fazia sem fundamentadas razões.
Recordo, também, algumas particulares conversas que tivemos, em que me afirmava ser um social-democrata e, não um socialista...
Partiu um Homem de carácter inconfundível!

Terça-feira, Junho 02, 2009

ESTE PAÍS... SEM EIRA NEM BEIRA

Sábado, Maio 23, 2009

CRISE? DE QUEM E PARA QUEM? SEMPRE PARA OS MESMOS...



video

ESCAPARATE DA CÂMARA MUNICIPAL DE AVEIRO


Conservadores até nas vestes, estes vereadores e respectivo presidente...